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segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Voltamos! E com uma novidade...

OI pessoas, tudo bem? Sumimos, eu sei. A Marques já se desculpou um post anterior, mas desculpa mais uma vez.
   Minhas férias foram um pouco mais que tediosas - mesmo com as noticias maravilhosas que ganhei. Por conta disso, uma das coisas que acabei fazendo foi ler, mas não ler qualquer tipo de coisa, estou falando de fanfics. Eu meio que me viciei nelas... Tanto que acabei escrevendo não apenas uma, como duas! Ok, mesmo que nenhuma delas estejam terminadas, vou postar um pedacinho da minha mas nova, espero que curtam. Ela se chama "Por Cima", mas provavelmente eu vou mudar depois, não sei...

   (Prévia) - Pêssegos.

- Cale a boca. Só porque eu estou em uma cadeira de rodas não preciso dessa cortesia. O que foi? Esta cansado de beijar os pés da minha mãe que resolveu vir em mim? Procure algo para consertar - disse com desdém.
   Fui até meu quarto e me tranquei. Peguei o travesseiro mais próximo e o bati freneticamente em minha cabeça. "Mas que droga Laura! Será que você não consegue dizer alguma coisa decente pra variar?" O segurei em minhas mãos e apoiei a cabeça nele, frustrada. 
   Minha mãe entrou no quarto, perguntando como havia se saído.
   - Você foi ótima como sempre - respondi sem muita empolgação. Estava grata de minha mãe ter ido bem, mas não queria ter aparecido, muito menos ser grossa com aquele assistente. - Quando posso voltar pra casa?
   Ela olhou para mim, como se soubesse que a pior coisa do mundo para mim fosse estar lá com ela. E sinceramente, era.
    - Não sei. Até a produção liberar. Acho que eles vão querer você amanha - disse, e eu sabia que estava se divertindo.
    - Aposto que foi você que pediu isso - murmurei entre aquele travesseiro branco, que mais cheirava pêssegos a lavanda.
    Notei que ele já tinha sido usado, e o joguei na cama.
    - Seu pai ligou - disse, tirando seus brincos.
    - E...?
    - Será que pode demonstra um pouco mais de respeito? Obrigada.
    - Que noticia maravilhosa! - tentei mais uma vez, usando algum falso entusiasmo que ainda me sobrava. - Quais são as novidades? Ele esta bem? E sua adorável esposa, melhorou da gripe?
    - Parece que ele quer te ver - continuou, aparentemente ignorando meu sarcasmo. "Bom trabalho, mesmo porque ignorar é o que você sabe fazer de melhor."
    - Se foi só por isso que veio até aqui, pode sair do meu quarto, por favor? Você já sabe a resposta. Eu não quero ver ele nunca mais.
    - Você disse a mesma coisa para mim, mas olhe só para nós. Mesmo que seja forçado, estamos juntas - disse pacientemente, já andando em direção a porta.
    - Mãe...
    - Você vai vê-lo e pronto - disse, quase me batendo com seu olhar.
    - Como queira... - murmurei derrotada.

Depois de mais dois dias longe, voltei a frequentar a escola. Um dos dia foi gasto visitando meu pai, só para ouvir um monte de besteiras. Tentei esquecer a maioria.
   O outro foi mais uma participação especial no programa em que minha mãe" foi convidada. Algo sobre a importância de rampas e a pavimentação das calçadas para deficientes. Mais uma oportunidade de minha mãe ganhar o carisma do publico, e eu treinar minhas técnicas de mentira. 
   - Eu simplesmente não consigo acreditar que essa é a mesma Laura Laughs que apareceu na Emi's ontem... - escutei alguém cochichar logo atras de mim.  
   - Sei o que quer dizer. Ela deve ser tão falsa que não consegue controlar suas personalidades.
   - Há, muito bom! Ela teve que aparecer na tevê junto com a mãe para suprimir essa sua obsessão por atenção.
   Bom, não posso negar. Devo ser a pessoa mais falsa do mundo...
   - Qual o problema? A inveja é tão grande que precisam desabafar? Tudo bem, acho que entendo como deve ser ter uma vida tao insignificante como a de vocês - disse me virando para eles. Para minha grande surpresa, eram dois garotos do segundo ano. Pude reconhecer pelo uniforme.
   Eles resmungaram alguma coisa e entraram na escola.
   Abaixei a cabeça, a apoiei nas mãos e comecei a me xingar mentalmente, dando algumas pancadas eventualmente. "Sua idiota! Idiota, idiota, idiota!"
   Minha depressão pós arrogância. 


   O que acharam? Aceito comentários :3
   Coloquei no Nyah! Fanfiction hoje de madrugada, então o primeiro cap esta bem aqui.
   Outra que eu amo demais é a da Marques., "Opposite". Vocês ja devem ter lido alguns posts atras, mas pra quem é novo, aqui vai:



Prólogo

Estava eu, uma criança inocente à brincar.
Estava em um acampamento, por sinal. Nunca gostara muito de acampamentos. É claro que estava lá, por que meu pai havia me obrigado.
Sozinha estava, na beira do lago. Minhas mãos dançavam levemente embaixo d’água, como se ela me fortalecesse. E aquela brisa batendo suavemente em meu rosto, me fazia sorrir.
Pensei ter visto algumas gotas de àgua se levitarem em minha direção, mas era apenas fruto de minha imaginação, afinal estava bastante cansada daquelas atividades chatas.
Ouvia as outras crianças passarem e conversarem, ignorando-me. Era como se elas não me vissem. Se bem que ser ignorada para mim, sempre fora uma coisa normal.
Aquilo era tão aconchegante, que acabei dormindo ali mesmo.
Mal sabia eu que estava sendo espiada.
Espiada por alguém que no meu futuro, traria vários fantasmas do meu misterioso passado.

Também se encontra no Nyah!, aaaaqui. Não deixem de conferir :B

   E é isso ai, comentem, deixem reviews, aceito até mordidas. Beijooos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

Opposite: Chamas Apagadas (Prévia)

Olá pessoas, é o meu último dia de férias e dá para imaginar meu estado de decadência. Parece que tudo passou tão rápido... :c
Mas enfim, finalmente terminei de escrever o capítulo sete de Opposite yaaay e ele já está disponível para leitura no Nyah! Fanfiction. Aqui vai uma pequena prévia.
Espero que gostem.

                                     
                 Chamas Apagadas

É óbvio que penso em correr ou me esconder ou quaquer coisa do tipo, mas Luke já está dentro da sala. E já está olhando para mim, o que me deixa totalmente sem graça. Ele me examina da cabeça aos pés, como se tivesse estudando cada detalhe daquele maldito vestido.
– O que foi? – Pergunto, como se nada tivesse acontecido.
– Nada. – Ele diz, dando de ombros. – Só é estranho ver uma feiticeira branca vestida em preto, mas ficou bem em você.
O que é isso, exatamente? Ele quer me ofender ou me elogiar? Isso eu não sei, apenas sei que meu rosto está tão vermelho quanto um pimentão.
– Obrigada, eu acho. É da Nina.
Nina confirma com a cabeça, dando um sorrisinho com toda a situação.
– A janta ainda não está pronta. – Nina muda de assunto, felizmente.
– Eu sei, só queria perguntar se tem algum problema se Katherine e o namorado dela vierem jantar também.
– Lógico que não!
– Tudo bem, então voltamos mais tarde. – Ele diz se despedindo já perto da porta.
Ele sai e eu me sinto aliviada. Espero Nina sair para tirar aquela tiara, afinal, ela está meio exagerada.
***
– Eu acho – Katherine se interrompe, dando mais uma garfada na comida. – que a Tortilla de batata da sua mãe é a melhor do mundo, Nina.
Também concordo mas não digo nada, afinal, estou concentrada na comida.
Eu, Luke, Nina, Jeremy, Katherine e seu namorado estamos sentados à mesa da cozinha de Nina, jantando. O fato de Katherine ter um namorado me surpreende, já que ela e Fred parecem combinar tão bem um com o outro.
– Isso é porque você não experimentou a do meu pai. Ele era chefe de cozinha. – Ela diz, sorrindo. Mas ao perceber que disse algo errado, corrige-se. – É.
Me pego com uma ponta de pena, não deve ser fácil para Nina ter que ficar longe de seu pai por tanto tempo.
O silêncio prevalece, e o sorriso no rosto de Nina se transforma em uma linha reta. Ela abaixa os olhos e volta a comer, em silêncio. Parece que lembrar de seu pai não é lá muito agradável.
Estou em um relacionamento sério com aquela Tortilla quando sinto uma pancada em meu pé. Dou um pulo, nada agradável, ao perceber que alguém acaba de me chutar. Alguém chamado Luke, claro.
Olho para ele, raivosa, e reprimo a vontade de estrangulá-lo. Me surpreendo quando percebo que Luke não parece ter feito isso para me irritar, mas sim para chamar a minha atenção. Ou melhor, para que eu fale qualquer coisa que distraia Nina.
Até que acho seu ato bem terno e gentil, então digo a primeira coisa que vem à minha mente. Na verdade é algo que já estava pensando, mas não que eu quisesse tocar nesse assunto agora.
– Ahn, eu sei que isso pode soar meio estúpido já que ser feiticeira é uma coisa nova para mim, mas quando chegarmos ao Oráculo porque não perguntamos logo sobre a “garota perdida”? Porque temos que perguntar sobre o meu passado?
É claro que isso não faz muito sentido. Katherine é quem responde a minha pergunta.
O Oráculo sabe sobre as origens dos feiticeiros, mas para isso, é preciso perguntar o nome da pessoa e bom... Blake Darkbloom desapareceu com a “garota perdida” antes de colocar-lhe um nome.
– Então Therion Darkbloom não sabe o nome de sua própria filha? – Pergunto, mas chocada do que relamente pareço.
– Não, ele não sabe. 


Para ler mais clique aqui.
Beijos



quinta-feira, 12 de julho de 2012

Opposite

Olá terráqueos! Finalmente em casa. Desculpem pela demora e tudo mais, mas finalmente estou de volta!
Estou aqui para falar da minha história que eu acabei de postar no Nyah! Fanfiction. É, depois de tanto tempo finalmente criei coragem para postar. Ela se chama "Opposite", que significa "oposto" em inglês (Oh, não diga), enfim, não vou dar muitos spoilers.
Gostaria muito que vocês dessem uma lida e me mandassem reviews por que sabem... Reviews me deixam feliz.
Bom, tá aí a sinopse e o prólogo. O primeiro e segundo capítulo já estão aqui.


Opposite - Sinopse

Feiticeiros negros controlam o fogo e a terra, feiticeiros brancos controlam a àgua e o ar. Ambos se odeiam.
Em um mundo onde feiticeiros negros e brancos disputam pelo o poder, Emily Parker vive sua pacata vida de humana. Parece ser uma garota comum, exceto por sua mãe que nunca conheceu e ao menos sabe seu nome. Em uma festa é que a vida de Emily muda completamente, quando conhece Luke, um feiticeiro negro que apesar de ser muito bonito trará o passado desconhecido de Emily à tona. Luke precisa da ajuda de Emy, pois foi escolhido para acabar com a rivalidade entre feitceiros negros e brancos. Na verdade, há alguns anos a filha dos líderes negros teve sua mão prometida ao filho dos líderes brancos, para que assim os lados se unissem. Quando os dois tivessem dezoito anos, se casariam. Estava tudo combinado até que a feiticeira rainha negra sumiu com sua filha no mundo, causando mais pânico ainda. Os feitceiros brancos, irritados, manteram a proposta. Se a garota desaparecida não fosse encontrada em dezoito anos e não houvesse casamento, os acordos de paz seriam quebrados e a situação pioraria. Luke foi escolhido para encontrar a filha desaparecida da rainha negra e suas informações só o levam à Emily. O problema é que Emily é uma teimosa feiticeira branca, que pensa ser uma simples humana. Como poderá ela ajudar? De onde ela veio? E onde poderá estar a garota desaparecida?

Prólogo

Estava eu, uma criança inocente à brincar.
Estava em um acampamento, por sinal. Nunca gostara muito de acampamentos. É claro que estava lá, por que meu pai havia me obrigado.
Sozinha estava, na beira do lago. Minhas mãos dançavam levemente embaixo d’água, como se ela me fortalecesse. E aquela brisa batendo suavemente em meu rosto, me fazia sorrir.
Pensei ter visto algumas gotas de àgua se levitarem em minha direção, mas era apenas fruto de minha imaginação, afinal estava bastante cansada daquelas atividades chatas.
Ouvia as outras crianças passarem e conversarem, ignorando-me. Era como se elas não me vissem. Se bem que ser ignorada para mim, sempre fora uma coisa normal.
Aquilo era tão aconchegante, que acabei dormindo ali mesmo.
Mal sabia eu que estava sendo espiada.
Espiada por alguém que no meu futuro, traria vários fantasmas do meu misterioso passado.

É isso aí, e por favor não deixem de dar uma olhada!
Beijos



terça-feira, 19 de junho de 2012

Texto: Cartas para Ninguém

Olá! Como já faz um bom tempo que não posto nenhum texto, vou postar um que estava escrevendo outro dia.
Espero que gostem. O banner fui eu que montei com alguns desenhos da "Viria", de quem eu já falei aqui. Leiam e deixem seus comentários. 


                                                    
                                           Cartas para Ninguém

“É estranho acordar e perceber mais uma vez que não está mais ao meu lado. É estranho pensar que tudo o que me você me deixou são as cartas que estão guardadas no fundo do meu armário. É estranho, por um só momento, me pegar pensando em você. É estranho perceber que eu me preocupo, que eu imagino por onde esteja. Já faz tanto tempo, afinal.
À essa altura já deveria tê-lo esquecido, mas você não é uma dessas pessoas que se possa esquecer facilmente.
E você? Você conseguiu me esquecer?
Ao que parece, sim. Você desistiu. Depois de tantos telefonemas perdidos e tantas cartas não respondidas, você desistiu. E era bem o que eu queria.
Era.
Só não sabia, eu, que ficaria cheia de remorso dois meses depois que você desaparecesse, que sumisse completamente. Percebi que isso não era o que eu queria.
Às vezes eu ainda paro naquele barzinho, que a gente costumava ir e ficar jogando conversa fora. Eu me sento naquela mesma mesa de sempre e fico lembrando do som do seu riso, que combinava tão perfeitamente com o som do meu. Acabo desistindo de pedir uma porção de fritas, pois você não está lá para dividir. E volto, vazia, para meu apartamento.
Sento no sofá da sala, cenário de muitos dos nossos momentos e sempre acabo em um livro, para me ocupar. Você, sabe... Distrair a mente.
O que me deixa mais horrorizada mesmo é encontrar você em todos os simples detalhes da minha vida. Quando parece que estou prester à esquecê-lo, esbarro em algo que me faz lembrar você.
Eu só queria que você estivesse aqui agora e me arrependo amargamente por não tê-lo perdoado. As pessoas erram, eu sei. Entendi isso quando eu errei, deixando você partir.
Não sei se você vai ler essa carta, mas eu só queria tentar. Tentar dizer que por mais que eu tente, não vou conseguir tirá-lo da minha cabeça.
Não acredito em destino, mas acredito que algumas pessoas nascem umas para as outras, e acredito também que esse seja o nosso caso.
De qualquer forma, eu te amo. E provavelmente, vai continuar sendo assim.”

Ela amassa a carta e a joga no lixo, com lágrimas nos olhos.


“Já disse que sinto a sua falta? Acho que não. Sou orgulhoso demais para fazer isso, sou orgulhoso demais para fazer qualquer coisa.
Me arrependo tanto por tê-la feito sofrer, e pior, por ter desistido de procurá-la.
Ir embora também não foi a melhor solução. Na verdade, acho que foi a pior delas.
Só queria poder ter uma notícia sua, saber que está tudo bem. Saber que ainda sente a minha falta, como eu sinto a sua, do seu jeito falante e ansioso; da sua risada; da sua neura em emagrecer, mesmo sendo perfeita; do seu perfume...
Queria mesmo poder voltar no tempo e mudar o passado. Quem sabe, hoje estaríamos realizando tudo o que planejávamos fazer juntos.
Penso em visitá-la, tentar reconquistá-la, mas tenho medo do que possa encontrar. Será que você está com outro? Está casada? Tem filhos? Todas essas perguntas me consomem de um tanto, que você não pode nem imaginar.
O que mais me dói é saber que fui eu quem a magoei à ponto de você terminar tudo, fui eu quem poderia ter evitado tudo.
Fique sabendo que eu te amo, e continuarei a amá-la. Não importa, se passem três, dez, ou vinte anos, eu nunca vou esquecê-la.
Você é diferente de todas as outras que eu conheci, e deixou marcas que nenhuma outra já deixou.
Se essas marcas não sumiram em dois anos, dúvido muito que sumirão em mais tempo.
E por mais que você não saiba, serei eternamente seu.”

Ele joga mais um rascunho de carta no fogo crepitante da lareira, e saí.

                                - Giovana Marques

É isso aí. Beijos.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Texto: Irreversível

Olá. É gente, tá complicada a semana. Não sei se vou conseguir postar muito não, mas semana que vem tudo melhora. Eu prometo!
Enfim, vim postar outro textinho meu que eu também escrevi para postar no tumblr. É um diálogo bem curtinho, confiram.







Irreversível

– Anda, menina, coloque um sorriso no rosto!
– Desculpe-me, mas não posso demonstrar o que não sinto.
– Estás querendo dizer-me que não sentes alegria?
– Não simplesmente alegria. Vai muito além disso... Nunca entenderias.
– Não sem saber do que se trata. Conte-me, tenho tempo.
– Pare de fingir que tanto te importa, quando a realidade é outra!
– Estás enganada, não finjo. Vamos, confie em mim.
– Como posso confiar logo em ti, que nunca quer ouvir o que tenho a dizer?
– Desisto. Estás diferente, estás fria!
– Sim, estou fria. A vida tornou-me fria, massacrando-me de todas as formas possíveis. Não tente me consertar quando não há uma maneira. Sou irreversível. 
                                                           
                                                    - Giovana Marques

É isso aí. Beijos.

domingo, 10 de junho de 2012

Texto: Refúgio Meu

Olá pessoas que ainda estão acordadas. Como não sei se vou conseguir postar nada mais tarde, resolvi postar um textinho que eu escrevi faz tempo para colocar no meu tumblr. Sim, eu tenho um tumblr. Chama Palavras Silenciadas, para quem quiser me seguir. 





Refúgio Meu

Vivo em um lugar habitado apenas por mim. Um lugar mágico que ninguém nunca, por mais que tentar, vai conseguir chegar. Um lugar que muitos julgam não existir, mas que somente eu sei que existe. Um lugar diferente do qual nós vivemos. Um lugar belo e surpreendentemente alegre quando estou me sentindo bem, ou um lugar feio e melancólico quando estou me sentindo mal, ele varia conforme minhas emoções. Esse lugar me proporcionou e ainda me proporciona muitas aventuras, que se algum dia eu contar para alguém serei chamada de louca. Não que eu queira dividir isso com alguém. Só o fato de eu saber sobre sua existência e poder estar nele quando eu quiser, já me deixa completamente satisfeita.

                                                     - Giovana Marques

Comentem. Beijos.

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Texto: As Aparências se Enganam

Olá pessoas! Estou postando pouca coisa, né? Calma que as férias estão chegando >.<
Resolvi postar outro texto. Esse eu escrevi na escola e como ficou aceitável, vou postar. 
Para quem já havia entrado antes no meu blog notou que ele está de cara nova, é. Espero que tenham gostado :3 




Elizabeth Parker era uma mulher muito quieta e solitária. Tinha cinquenta e cinco anos, mas por conta dos tantos tratamentos não possuia nenhuma ruga sequer.
Era rica. Milhonária, melhor dizendo. Sua casa era tão grande que os novos vizinhos se perguntavam de onde aquela senhora tirava tanto dinheiro.
A verdade é que era a quinta vez que Sra. Parker se mudava. Queria esquecer o terrível ocorrido há trinta anos. A morte de seu marido, ou melhor, assassinato.
Nunca haviam pego o culpado, o assassino era bom. Tão bom que fora capaz de confundir a polícia a ponto de desistirem do caso.
E desde então, a vida de Sra. Parker mudou completamente. Como sempre fora quieta e sem tantos amigos, sua situação piorou. Calou-se totalmente, só falava quando necessário e evitava ao máximo se expor à sociedade.
Os empregados achavam que estava doente, ou muito depressiva, tinham até pena daquela senhora.
Mas a verdade é que por dentro daquela mulher calada e observadora, existia uma enorme culpa.
Sim, Sra. Parker era a assassina.

                                                                      - Giovana Marques

Espero que tenham gostado. Comentem.

Beijos



quarta-feira, 6 de junho de 2012

Eternamente Condenada

Um miniconto que eu escrevi já faz um tempo. Deixem seus comentários.



A sereia estava deitada no fundo arenoso do mar, pensando no que havia ouvido: "Você pode adquirir forma humana, mas com uma condição. Tranforme a garota em uma sereia, usando seus dotes, e faça com que ela sofra. Desfrute até de sua última gota de agonia.” Então nadou até a superfície, em busca de sua vítima. Procurou por horas, mas nenhum sinal de vida se manifestou. Já era tarde da noite quando resolveu se aproximar da praia. Estava escovando seus longos cabelos quando ouviu alguém chorar. Mergulhou e nadou, guiando-se pelo som. Sem ser vista, observou a pobre menina que chorava. E então decidiu que aquela garota seria sua vítima. A sereia deixou ser vista pela moça que no começo se assustou, mas com seus dons encatadores fez a jovem contar que chorava porque o rapaz que amava estava completamente apaixonado por outra, qual era muito mais bonita. Como sempre foi muito perspicaz, a sereia teve logo uma ideia. Ansiosa, enganou a ingênua humana: “Posso fazer de você tão bonita quanto eu, mas em troca quero que fique no meu lugar por um único dia. Sempre desejei saber como é ser uma humana, pelo menos uma vez.” A garota, sem saber que estava sendo enganada, aceitou a proposta. Com alguns de seus poderes a sereia trocou sua cauda por pernas e as pernas da moça por uma longa cauda. Combinaram então, que se encontrariam naquele mesmo lugar, na próxima noite.
Horas se passavam e a humana, que agora era uma sereia, se sentia cada vez mais solitária. Olhou seu reflexo na água e viu que era uma outra pessoa. Tinha beleza, mas não tinha felicidade. Fitou seu reflexo novamente e finalmente percebeu que havia sido enganada. E sem poder fazer mais nada, gritou agoníadamente por estar presa pelo resto de sua vida.

Giovana Marques